Relatórios e Publicações
ASPLANDE | 2020
Navegue pelas nossas publicações anuais e conheça em detalhes os resultados das nossas ações e o impacto gerado na vida de centenas de mulheres.
Catálogo de Serviços – Incubadora Impacta Mulher
O catálogo reúne negócios sociais incubados pela ASPLANDE no âmbito do projeto Impacta Mulher, oferecendo uma diversidade de serviços e produtos sustentáveis, criativos e de impacto socioambiental. As empreendedoras atuam em áreas como design gráfico e comunicação (Particula Design, APR Design, #Comofaz Comunicação), moda e acessórios sustentáveis (Freda Acessórios, Bell Lima, HLC, Coletivo Dona Onça), saúde e bem-estar (Visão do Bem, Integrar Práticas Integrativas, Instituto Banzar), gastronomia e alimentação saudável (Ó Quitería, Buffet Sustentável, Mantiqüira Mercado Local), além de consultorias jurídicas, migratórias, educacionais e de desenvolvimento de projetos. A maioria dos serviços é oferecida de forma remota (WhatsApp, videochamada), com formas de pagamento variadas, incluindo transferência bancária e cartão. O catálogo visa dar visibilidade ao empreendedorismo feminino periférico, estimulando a economia solidária, o comércio justo e o consumo consciente, além de fortalecer a rede de apoio entre as mulheres da ASPLANDE.
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Prêmio Dandara 2020 – Combate ao Preconceito e ao Feminicídio
Em 2020, a ASPLANDE realizou mais uma edição do Prêmio Dandara, evento criado em 1998 para comemorar o Dia Internacional da Mulher e, desde 2012, homenagear 30 mulheres que fazem a diferença na construção de um mundo melhor. A edição de 2020 teve como tema “Combate ao Preconceito e ao Feminicídio”, reforçando o compromisso da instituição com a defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero. O evento contou com apresentações culturais, almoço compartilhado e a participação ativa das empreendedoras do projeto Sabores do Rio, que contribuíram com a gastronomia. Foram homenageadas mulheres de diversas áreas, cujas trajetórias inspiram luta, resistência e empoderamento. A premiação reafirma o legado de Dandara dos Palmares, símbolo de coragem e liberdade, e destaca a importância da união feminina na promoção da equidade e da justiça social.
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Prêmio Tia Angélica 2020 – Primeira Edição Online
Em 2020, a ASPLANDE realizou a edição do Prêmio Tia Angélica, criado em 2016 para dar visibilidade às mulheres da Baixada Fluminense e valorizar seus trabalhos e lutas. O prêmio homenageia Tia Angélica, empreendedora social moradora do Parque Paulista (Duque de Caxias) e fundadora do projeto social comunitário Grupo Tia Angélica. A edição de 17 de outubro de 2020 foi a primeira a ser realizada inteiramente online, em razão da pandemia, e contou com a participação de 89 pessoas. O evento teve organização coletiva, com destaque para voluntárias como Dayse Valença, Paulo Borges, Cyntia Matos, Regina Fontes, Ana Lúcia Barbosa, Cris Santana e Anna Paula Rodrigues, além de apresentações culturais como dança cigana com Ana Beatriz e música com Carlos Mendes, da Escola de Música da Rocinha. A premiação reforçou o compromisso da ASPLANDE com o empoderamento feminino e a solidariedade nas periferias, mesmo em tempos de isolamento social.
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Quem Faz o Sabores do Rio – Trajetórias de Quatro Empreendedoras
O projeto Sabores do Rio, da ASPLANDE, capacita mulheres da gastronomia em precificação, planejamento financeiro, marketing e embalagens, fortalecendo negócios na Baixada Fluminense. Elaine Basto (Delice d’Nans), professora afastada por saúde, encontrou na confeitaria uma nova profissão e se sente mais segura nas vendas após o curso. Luana Vieira (Delícias da Lu), apaixonada por cozinhar desde os 12 anos, oficializou seu negócio com o apoio do projeto e hoje sustenta a família com suas encomendas. Maria José Moura Duarte (Delícias da Zezé), que começou a cozinhar por necessidade após a separação, tem na feijoada seu carro-chefe e participa da ASPLANDE há seis anos, onde aprendeu a regularizar e precificar seus produtos. Thainá Batista (Cantinho da Thata), que já foi sacoleira, expandiu seu negócio de empadas e bolos com as orientações do projeto, inclusive abrindo um atendimento físico. As quatro histórias revelam como o Sabores do Rio transforma talento e paixão em empreendimentos sustentáveis e reconhecidos.
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Relatório ASPLANDE 2020 – Adaptação e Resistência na Pandemia
Em 2020, a ASPLANDE enfrentou os desafios da pandemia de COVID-19 com rápida migração para o formato online, realizando dezenas de encontros, cursos, rodas de conversa e mentorias virtuais que totalizaram centenas de participações. A Rede Cooperativa de Mulheres Empreendedoras manteve suas atividades com eventos sobre marketing digital, pitch, gestão financeira e moeda social, além de rodas de conversa sobre ações de impacto social durante a crise. O projeto Sabores do Rio capacitou quituteiras em design thinking, precificação e aproveitamento integral de alimentos; o Raízes do Rio apoiou artesãs com técnicas de inovação e fotografia; e o Impacta Mulher incubou negócios sociais com ênfase em pitch e networking. Foram concedidos fomentos a 22 empreendedoras pelo Fundo Alemanha-Brasil, 22 pelo Instituto GPA/ASSAÍ, 3 pelo Fundo ManaMano (parceria Ashoka/UFRJ) e 7 pela Firgun. Os prêmios Dandara (8ª edição) e Tia Angélica (primeira edição online) celebraram a resistência feminina, e o portal Mulheres em Rede ampliou a comunicação com lives e depoimentos. O relatório destaca depoimentos emocionados de empreendedoras que encontraram na ASPLANDE aprendizado, acolhimento e esperança em meio à crise.
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Relatório Impacta Mulher – Incubadora de Negócios Sociais (Jan–Mar 2020)
O relatório detalha as atividades da Incubadora de Negócios Sociais Impacta Mulher, realizada pela ASPLANDE em parceria com a Social Starters e o British Council, entre janeiro e março de 2020. O projeto apoiou empreendedoras de favelas e periferias do Rio de Janeiro por meio de curso de modelagem de negócios sociais, encontros mensais de networking, mentorias individuais e treinamento em pitch. Destaques incluem a seleção de 5 empreendedoras para curso de inglês gratuito no Ibeu com intercâmbio nos EUA, a participação em eventos do British Council (Casa Firjan e São Paulo), e o desenvolvimento de parcerias entre as próprias empreendedoras, como a capacitação da MALOCA com as Josefinas e a criação de moeda social (NIT) pela Casa Anitcha. Também foram encaminhadas propostas de lei para renda mínima emergencial a negócios de impacto social e compras governamentais. Com a pandemia, o pitch presencial foi cancelado, mas a rede se mobilizou com campanhas de arrecadação e criação de um catálogo online de serviços para divulgar os negócios das empreendedoras durante a crise.
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Painel “Aplicando uma Lente de Gênero no Apoio ao Empreendedorismo” – Insights do Brasil
O relatório, escrito por Mariane Diaz (Rede Impacta Mulher), documenta o painel realizado em 10 de março de 2020 em São Paulo, promovido pela ANDE, com participação de Jodie Thorpe (IDS), Ítala Herta (Vale do Dendê) e Renata Truzzi (NESsT). O evento discutiu a aplicação de uma “lente de gênero” no apoio a pequenos negócios em crescimento, destacando que mulheres enfrentam vieses históricos: 67% das perguntas em pitches para mulheres são “preventivas” (sobre riscos), enquanto 60% para homens são “promotoras” (sobre planos de crescimento), e 78% dos investidores homens preferem pitches apresentados por homens. Ítala Herta trouxe a intersecção de território, raça e classe, afirmando que “a periferia cria muito” e que mulheres negras não são vistas como criativas ou intelectuais, mas como histórias de superação, e que empreendem por necessidade, não por opção. O workshop da tarde diferenciou igualdade de gênero (mesmas condições) de equidade (atenção às desigualdades estruturais), propondo a matriz CSD (certezas, suposições, dúvidas) como ferramenta de análise. O relatório conclui que é necessário reconhecer vieses, trazer mais mulheres investidoras, repensar formatos de pitch e incorporar lentes de gênero em programas de incubação e aceleração.
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Relatório Sabores do Rio 2020 – Formação, Resiliência e Fomento na Pandemia
Em 2020, o projeto Sabores do Rio, realizado pela ASPLANDE em parceria com o Instituto GPA e a Rede Assaí, capacitou 60 mulheres empreendedoras da gastronomia em áreas como plano de negócios, formação de preço, gestão financeira, design thinking e marketing digital. Com a pandemia, todas as atividades presenciais migraram para o formato online a partir de 17 de março, mantendo a regularidade de cursos, rodas de conversa e mentorias coletivas e individuais, com destaque para as mentorias gastronômicas com Gabriel Almeida e as de gestão com Paulo Borges e Bruno Mattos. O projeto também concedeu fomentos: 22 empreendedoras receberam apoio do Instituto GPA/Assaí, 2 foram selecionadas para o Prêmio Academia Assaí, 1 para o Fundo ManaMano (Ashoka/UFRJ) e 10 para o Fundo Alemanha Brasil, com depoimentos emocionados das beneficiadas. A confraternização virtual de dezembro reuniu 100 participantes, com uma receita simbólica de “Ano Novo” apresentada por Maria Serrate. O relatório inclui artigos sobre o impacto da pandemia no setor gastronômico e a importância do fomento para nanoempreendedoras, reforçando o papel da ASPLANDE como rede de apoio e aprendizado em tempos de crise.
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Cardápio de Delivery Sabores do Rio – Apoie o Comércio Local
O catálogo “Sabores do Rio – Cardápio de Delivery” reúne empreendedoras do projeto em parceria com o Instituto GPA e a Rede Assaí, oferecendo uma variedade de produtos gastronômicos para entrega em diferentes regiões do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. O cardápio inclui opções como marmitas fitness e funcionais (Top Fit Saudável, Sabores de Berê’s, Coma Fit), bolos caseiros e confeitaria (Delice D’Nanys, Renatabycakes, Day Bolos, D’Lícias da Lu, AC Bem-Casados), doces e salgados (Cantinho da Thata, Marilda Quitutes), produtos saudáveis e diet (Denguinhos de Vó, com linhas sem glúten e low carb), e comidas regionais e vegetariana (Tiempero do Thi). Também há opções de massas (Rivani Massas), conservas e geleias artesanais (Delícias no Pote), e sobremesas variadas. As entregas são feitas em bairros específicos, com formas de pagamento que incluem cartões, transferência bancária e PicPay, incentivando o consumo local e o fortalecimento do empreendedorismo feminino periférico durante a pandemia.
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Sabores do Rio – Fomento e Capacitação para Nanoempreendedoras da Gastronomia
O artigo, escrito por Jessyca Porto, destaca a importância do projeto Sabores do Rio, realizado pela ASPLANDE em parceria com o Instituto GPA e a Rede Assaí, que apoia 60 mulheres empreendedoras da gastronomia em comunidades do Rio de Janeiro. O projeto oferece capacitação em formação de preço, desenvolvimento de produtos, plano de negócios e comunicação, além de mentorias coletivas e individuais nas áreas de gestão (com Paulo Borges) e gastronomia sustentável (com a chef Maristella Sodré), que incentiva o não desperdício e a alimentação saudável. Com a pandemia, as atividades foram reformuladas para o formato online, e as empreendedoras adaptaram seus negócios com cardápios de delivery colaborativo e aprendizados em marketing digital e design thinking. Depoimentos de participantes como Marilda Martins, Denair Catarina e Sara Ferreira reforçam o impacto do projeto: maior formalização, autoconfiança, troca de experiências e superação de desafios socioeconômicos e de gênero. O artigo conclui que o conhecimento adquirido permite que as empreendedoras caminhem com suas próprias pernas no futuro.
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“Um Olhar por Cima das Correntes” – Luta e Resistência de Mulheres Negras
O artigo, escrito por Lizandra Menezes, relata o bate-papo realizado em 25 de novembro (mês da Consciência Negra) pelo portal “Mulheres em Rede” da ASPLANDE, mediado por Ana Lúcia Barbosa e Regina Fontes, com as convidadas Luciane Reis (Merc’Afro), Katiúcha Watuze (Rede Afro Empreendedorismo), Ingrid Reis (Espiral Soluções) e Jéssica Raul (professora e militante). As participantes compartilharam trajetórias marcadas pelo racismo estrutural no mercado de trabalho e na academia, como o relato de Luciane sobre ser preterida em processos seletivos após a gerente descobrir que era uma “menina negra, com cara de pobre”, e de Jéssica, que perdeu o irmão vítima de violência policial e criou o coletivo “Quilombo Escola” para educação afro-brasileira. Katiúcha destacou a força coletiva das mulheres negras em grupos e movimentos como o “trabalho de preto” e o “Black Lives Matter”, enquanto Ingrid reforçou a importância da educação e da diversidade para combater o racismo e deixar legados. O debate abordou também intolerância religiosa, falta de acesso à internet e a necessidade de organização comunitária, encerrando com mensagens de esperança: “o futuro é preto” e “acredite nos seus sonhos”.
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