Relatórios e Publicações
ASPLANDE | 2026
Navegue pelas nossas publicações anuais e conheça em detalhes os resultados das nossas ações e o impacto gerado na vida de centenas de mulheres.
Projeto Mulheres em Rede Tecendo o Empreendedorismo de Impacto Socioambiental
O projeto “Mulheres em Rede” apoiou 100 empreendedoras de favelas do Rio de Janeiro entre 2023 e 2025. Uma pesquisa com 25 participantes, 12 meses após o término, mostrou que 96% mantêm seus negócios ativos. Os principais impactos foram: aumento da confiança (72%), melhor organização (68%), maior reconhecimento como empreendedoras (60%), ampliação de contatos (56%) e crescimento nas vendas (44%). O acesso a equipamentos e a participação em feiras também foram fundamentais. Apesar disso, desafios como dificuldades financeiras (64%), alta de insumos (52%) e gestão financeira (44%) persistem. Para o futuro, 64% querem aumentar vendas e 48% expandir os negócios. O projeto transformou não apenas negócios, mas vidas e comunidades, mostrando que apoiar uma mulher gera impacto em todo seu entorno.
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Relatório de Atividades ASPLANDE
(Janeiro a Dezembro de 2025)
Em 2025, a ASPLANDE realizou 218 atividades com 7.277 participações, impactando cerca de 1.200 mulheres. A pesquisa “Vozes do Empreendedorismo Feminino Periférico” revelou que 74,4% dos negócios têm mais de 3 anos, mas mais da metade fatura até R$ 1.000/mês. Para 2026, as prioridades apontadas foram Marketing Digital, Gestão Financeira e Inteligência Artificial. Entre os destaques do ano: conclusão da 4ª turma do Ciclo de Aceleração (Instituto Votorantim), fortalecimento do Fundo Manamano e da Rede Cooperativa. O reconhecimento externo foi expressivo: uma empreendedora venceu o Prêmio cRio ESPM, seis foram finalistas do Prêmio Academia Assaí, uma ficou entre as 10 vencedoras do Missão Empreendedora e outra conquistou o TikTok Awards 2025. Na comunicação, lançaram o 4º e-book “Mulheres que Inspiram”, novo site e o projeto “Rio em Afeto Criativo”, com catálogo digital e exposição de 39 artesãs. O relatório também resgatou a trajetória da fundadora Mara Ferreira e do projeto “Terra de Educar”, origem da metodologia da ASPLANDE.
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Terra de Educar: Cultivando Saberes, colhendo um Futuro Inclusivo
O projeto “Terra de Educar” foi uma iniciativa pioneira idealizada pela geógrafa Mara Ferreira a partir dos anos 1980, na área rural de Paracambi (RJ), combinando educação, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário. Ele atuou em duas frentes principais: a Escola Terra de Educar, que integrava ensino formal e prática agrícola para filhos de pequenos produtores, e o Núcleo de Estudos Rurais (NER), que oferecia capacitação técnica, infraestrutura, saúde e metodologias de desenvolvimento harmonioso. O projeto também fomentou redes de cooperação, como a APPRUPA e a UNACOOP, e realizou melhorias estruturais como eletrificação rural, construção de estradas e o Mercado do Produtor, reduzindo intermediários e aumentando a renda local. Contou com equipe interdisciplinar e utilizou abordagens participativas, como mapeamento coletivo e técnicas agroecológicas. Seu principal legado foi a metodologia de Desenvolvimento Integral e Harmônico, que deu origem à ASPLANDE, ampliando a atuação para o empreendedorismo feminino em periferias. Os impactos duradouros incluem capacitação de produtores, fortalecimento econômico, redes cooperativas e consciência ambiental, modernizando a região e estabelecendo as bases para a inclusão e autonomia comunitária.
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Vozes do Empreendedorismo Feminino Periférico 2025
O relatório “Vozes do Empreendedorismo Feminino Periférico 2025”, baseado na escuta de 121 empreendedoras pela Rede ASPLANDE, revela um cenário de maturidade e resiliência, com 74,4% dos negócios atuando há mais de três anos, embora mais da metade fatura até R$ 1.000 mensais, evidenciando fragilidade financeira. A baixa ocorrência de parcerias comerciais (56,2%) e as dificuldades de acesso ao crédito apontam para a necessidade de fortalecimento econômico, mediação institucional e fomento a redes de cooperação. No aspecto social, os impactos positivos são expressivos: 66,9% relatam aumento da autoestima e autoconfiança, e as empreendedoras percebem seus negócios como agentes de redução das desigualdades de gênero, reforçando o papel transformador da ASPLANDE. Práticas socioambientais, como uso de materiais reciclados e embalagens sustentáveis, são amplamente adotadas, alinhando-se aos ODS. Para 2026, as prioridades de capacitação incluem marketing digital, gestão financeira e inteligência artificial, com preferência por atividades online. A ASPLANDE deve ampliar ações de mercado, educação financeira e parcerias, consolidando-se como referência em negócios de impacto para superar limitações e potencializar os resultados em empoderamento, sustentabilidade e permanência dos negócios.
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