Programa Rede Cooperativa de Mulheres Empreendedoras

 

Em 1997, com o objetivo de otimizar o apoio a Cooperativas Populares, a ASPLANDE criou dentro do seu Programa de Capacitação e Assessoria a Rede Cooperativa de Mulheres Empreendoras da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que tem como sua finalidade, contribuir para o fortalecimento das cooperativas populares formadas especialmente por mulheres.

A Rede Cooperativa de Mulheres Empreendedoras vem acolhendo empreendimentos de diferentes atividades econômicas, tais como culinária, artesanato, costura, reciclagem, serviços. Boa parte dos grupos não recebe nenhum tipo de apoio. Assim, encontra na rede um espaço, onde podem estabelecer laços de parcerias e intercambio, obter informações e capacitação, assessoria e divulgação, além de venda compartilhadas.

Atualmente, fazem parte da Rede cerca de 25 empreendimentos de produção e serviços – artesanato, costura, culinária, serviços gerais – constituídos em sua maioria com três a cinco participantes. A Rede se reúne mensalmente, todas as últimas quintas feiras do mês na sede da ASPLANDE.

Ao adotarmos um novo modelo de relações de trabalho, como é o caso da Economia Solidária instrumentalizada através da organização de Cooperativas Populares, essa atitude implica em mudanças mais imediatas, como a reformulação da divisão de tarefas, da organização das pessoas em torno dessas tarefas e do seu gerenciamento de forma participativa, democrática e transparente.Mas significa também mudanças em outros níveis, que se realizam de forma mais lenta e menos perceptível e, consequentemente, de difícil mensuração a níveis quantitativos.

São mudanças relacionadas a quebra de valores, descoberta de novas formas de relações, não só de trabalho mas também familiar, social e política. A nível racional, intelectual, esses novos conceitos são aprendidos, mas a sua apreensão é feita de forma mais lenta. A aprendizagem significativa é aquela que causa mudanças de atitudes: mais do que intelectual ela é visceral, pois envolve o organismo como um todo.

Desde sua criação, a Rede tem sido um espaço que estimula a aprendizagem permanente, onde são tratadas questões que vão desde: a importância de se criar um processo de gestão dos empreendimentos que permita a participação democrática; a superação de conflitos nas relações interpessoais dentro e fora do ambiente de trabalho, levando sempre em consideração a diversidade humana em todos os seus aspectos; a importância de se militar em movimentos sociais que discutam de forma propositiva temas como meio ambiente, comércio justo e consumo críticos, gênero; direitos humanos, entre outros. Anualmente, a rede prioriza um tema central com o objetivo de aprofundá-lo de forma teórica e prática.