UMA CONVERSA SOBRE EDUCAÇÃO POPULAR
Beatriz Costa – outubro 200
Nas reflexões que trago aqui, entendo que quando se fala em
Educação Popular é porque se está convencido de que a sociedade
nova que tanto desejamos construir só será possível com a participação
de todo o povo, a mais ampla possível. Uma participação em que
todos se façam e se reconheçam agentes solidários e companheiros de
uma proposta social em construção.
Nesta direção, faz sentido pensar a Educação Popular como sendo
uma ação educativa comprometida em fortalecer os grupos, iniciativas
e movimentos populares, de modo a que eles enriqueçam e
aprofundem a sua participação nessa construção. Participação que se
dá através de iniciativas e lutas nos mais diversos campos de atividades:
trabalho, saúde, moradia, educação, agroecologia, artes, formação
política, direitos humanos e sociais, e tantos outros. Nas mais variadas
realidades do nosso país: na roça, nos assentamentos, na floresta, nas
oficinas, nos bairros, nas periferias das grandes cidades, nas pequenas
vilas, nos quilombos, nas aldeias, etc.
Não uma participação qualquer, mas sempre em busca de que todos
se percebam e se construam como cidadãos iguais na sua diversidade
e solidários na criação social e política de uma sociedade em que
todos tenham direito à vida; vida digna para todos
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